Tatjiânna @ 22:42

Ter, 22/06/10

Bem isto está super morto, por isso não sei o que hei-de fazer.

A minha vontade de escrever isto é zero porque ninguém liga a isto.

 

Então vamos fazer uma votação:

-Paro esta fic e começo outra.

OU

-Continuo a escrever esta.

 

A primeira opção a receber 5 votos é elegida a

vencedora. Agora cabe-vos a vocês.


xoxo, Tatianna.




Tatjiânna @ 19:55

Qua, 31/03/10

Peço desculpa pela demora, já tinha o capítulo feito há muito tempo mesmo mas como parece que ninguém lê ou

ninguém gosta o suficiente para comentar, não estava com vontade de passar o capítulo para o pc.

Mas cá está, o capítulo 21, espero que gostem e de preferência comentem também.

 

Kristen POV

De um momento para o outro, ele caiu, incosciente, no chão gélido do quarto. Paralisei, foi como se tudo o que estava à minha volta tivesse desaparecido, tudo menos o meu noivo, ali caído. Sei que gritei com todas as minhas forças, não por estar ciente disso mas por ouvir a minha voz a ecoar naquele quarto vazio.

Em seguida, tudo aconteceu muito depressa, demasiado depressa para eu conseguir perceber o que se passava. O quarto ficava cheio e vazio, numa alternância acelerada, primeiro as enfermeiras a verificar os sinais vitais, depois silêncio, em seguida os médicos numa conversa demasiado técnica e agitada, e o silêncio voltava, uma vez mais o quarto ficou sobrelotado, desta vez por seguranças que levaram o corpo inerte dele dali para fora, e eu sempre a gritar, e o eco a confundir-me e segundos depois aquela enfermeira ruiva e anafada que se lembrou de me sedar e tirar-me assim do mundo dos conscientes.

Acordei horas mais tarde, no mesmo quarto branco e gelado, agora tão vazio e senti um aperto no peito, como se alguém estivesse a apertar o meu coração entre as suas mãos. Chamei imediatamente uma enfermeira e lá vei a ruivinha, toda assustada, ter comigo.

-Que se passa menina Stewart? Doi-lhe alguma coisa? Precisa que chame o doutor? – ela falava muito rápido, com uma voz demasiado aguda, o que me fez lembrar o ruído de uma unha a arranhar um quadro preto. Subitamente descobri que tinha umas dores de cabeça terríveis, mas isso não importava, tudo o que me interessava agora era saber se ele estava bem.

-Não Sra... – discretamente olhei para a placa identificadora na sua bata para completar – Watson. Está tudo bem comigo, só precisava de saber como está o meu noivo. – tentei parecer o mais calma possível, não queria que me pusessem a dormir novamente.

-Oh, o menino Pattinson está a ser observado, não lhe posso dar mais informações... – ela parecia atrapalhada, e estava sem dúvida alguma a esconder-me algo mas não consegui perguntar-lhe mais nada porque ela saiu a correr do quarto, o que me deixou ainda mais alarmada. Será que ele tinha morrido? Estaria assim tão mal para não me dizerem nada?

O tempo ia passando e eu ali, aterrorizada, sem saber nada dele. Dei mil e uma voltas à cabeça, para ver se me lembrava de algo que pudesse esclarecer-me um pouco, mas a minha memória ainda não tinha voltado totalmente, então esperei, esperei horas e horas sem pregar olho... Aguentei o máximo que pude, mas a espera começava a agoniar-me então, lentamente, afastei o lençol branco e levantei-me da cama.

Fui caminhando, agarrada às pequenas mesas e ao corrimão preso à parede ao longo do corredor. Espreitava a cada quarto, a cada porta aberta... Desesperava quando as portas estavam tracadas, mas porta atrás de porta, nada encontreim nem um sinal dele. Já estava quase no fundo do corredor, mais três portas e acabava. O cansaço apoderava-se lentamente de mim e a adrenalina começava a ser substituida pelo pânico.

Com o coração aos pulos segui para a primeira porta, cada passo parecia um perigo, como se algo de muito mau estivesse à minha espera, algo de doloroso. Encostada à ombreira da porta, respirei fundo, preparando-me para o que se seguia. Mas era apenas uma velhinha solitária e triste, o que me deu uma certa vontade de entrar e servir de companhia a alguém tão desamparado, mas agora encontrá-lo era o meu principal objectivo. Mais alguns passos e estava ao lado da porta seguinte. No momento em que estava preparada para olhar para o interior , as máquinas começaram a apitar e em seguida a emitir um som contínuo, indicando mais uma vida perdida. Com medo, olhei lá para dentro, mais uma cena que não foi fácil de ver: uma menina loira, de cabelo aos canudos, ali deitada, tão serena, tão imóvel e os seus pais abraçados a chorar.

Desta vez, a limpar as lágrima, dirigi-me para a última porta, com o medo a controlar os meus instintos... Sem conseguir esperar mais, espreitei mal me aproximei o suficiente para poder ver com clareza e lá estava ele, adormecido como se o Mundo real já não lhe pudesse oferecer nada, tinha entrado em coma, ou talvez estivesse morto, era impossível dizer pois as máquinas estavam desligadas, mas uma coisa era certa, ele não estava só a dormir. Nesse momento, quis morrer e ir ter com ele, onde quer que ele estivesse. Encostei-me à parede desconcertantemente branca e deixei-me cair, quando atingi o chão chorei, chorei como nunca tinha chorado antes.




Tatjiânna @ 15:03

Sab, 13/02/10

Meus anjos, sei que tenho sido uma escritora

desnaturada e que não tenho ligado nenhuma

a isto mas tenho andado meio ocupada então

isto anda complicado :x Mas tenho uma ideia

nova bebés. Vi isto num fórum e gostei, e vou
passar a chamar-lhe: Duas Palavras, Uma Fic :D

 

Ora bem isto funciona assim:

 

1- Eu escrevo aqui o abecedário;

2- Vocês escolhem duas letras;

3- Fazem uma palavra começada

por cada uma dessas letras;

4- Escolhem se querem uma personagem

famosa [dizem qual] ou uma pessoa normal;

5- Comentam essas informações aqui;

6- Eu faço uma one shot com essas duas palavras.

 

Post Scriptum:

 

~ Não podem repetir letras nem usar as mesmas

letras que as outras pessoas usaram [vou assinalar

as que estão usadas e pôr a respectiva palavra à frente];

~ Podem escolher o nome da personagem principal mas

não podem dar um rumo à história, isso cabe-me somente a mim;

~ Se quiserem podem pedir mais do que uma one-shot;

~ Quando as letras estiverem todas utilizadas eu reposto o abecedário;

~ Todas as one-shots vão ficar postadas neste blog.

 


 

Abecedário:

 

A- Anorexia

B- Bulimia

C- Chamada

D- Desejo

E- Energia

F- Faculdade

G- Gravidez

H- Honestidade

I- Ira

J- Jogo

K- Kate

L- Lua

M- Mar

N-

O-

P- Paixão

Q- Química

R- Respostas

S- Sonho

T- Tempo

U-

V- Vaidade

W- Wish

X-

Y-
Z-

 


 

One Shots: [Palavras / Pessoa que pediu / Personagem principal]

 

» Bulimia e Sonho / Sara Filipa / Kevin Jonas

» Faculdade e Gravidez / Sara Filipa / Demi Lovato

» Anorexia e Desejo / Ana sofia

» Ira e Mar / Ana Neves / Tatiana [eu]

» Lua e Química / Stora de F.Q

» Honestidade e Paixão / Fii Skellington / Charlotte e Dario Flick

» Chamada e Energia / Katt / Robert Pattinson

» Jogo e Vaidade / Fábio Fernandes / Velho Misterioso

» Respostas e Tempo / Blumæ / Aline Brooks

» Kate e Wish / Miguel




Tatjiânna @ 21:54

Dom, 10/01/10

E pronto finalmente chegou o número 20, pessoal se isto não começar a ter mais comments acho que vou acabar com o blog :/ Mas depois eu faço um post sobre isso ^^ Entretanto comentem muito meus amores :D

 

Era alto, tinha o cabelo e os olhos mais escuros que alguma vez vi, sem um único toque de brilho. Uma expressão facial severa, como se há muito tempo atrás, quando ele ainda era um pequeno rapazinho, alguém lhe tivesse tirado tudo o que de mais precioso tinha na vida. Só o olhar dele dava-me arrepios, a Kristen estava com medo, podia senti-lo na força com que ela me agarrava a mão, num misto de “Não me deixes sozinha” e “Não te aproximes dele”. Ele tinha uma estrutura larga e bastante definida, como aqueles guarda-costas dos presidentes. Permaneceu ali quieto de braços cruzados a olhar para nós durante longos minutos, ou então foram segundos vistos em câmara lenta.

 

Finalmente ele falou, e foi bem mais assustador do que eu imaginava:

 

-Finalmente conheço o casal mais badalado do último mês! Pena que não vão durar muito… – a sua voz era sombria, sombria ao ponto de me fazer temer, pela primeira vez, as dificuldades que tínhamos de enfrentar. Mas não podia mostrar que tinha medo, não à frente dela, tinha de me mostrar forte e impassível, como se tivesse a certeza de que íamos vencer tudo isto, eu tinha a esperança, mas a certeza não. Perdi-me ali em pensamentos e pelos vistos ele estava à espera que eu dissesse algo então fiz um esforço por sair do meu transe e disse:

 

-Desculpa mas não acho que tenhas razão, vamos durar, e muito! – fiz o meu melhor para que a minha voz não tremesse mas não tenho a certeza de que isso tenha sido 100% bem sucedido.

 

Ele riu-se, aquela gargalhada era tão escura, a Kiki tremeu e eu perdi a falsa coragem que tinha. Não sabia o que havia de fazer, podia gritar ou chamar a polícia mas ele ia voltar, sei que ia voltar por isso tinha de dizer alguma coisa, mostrar que não tínhamos medo dele, fazer com que ele desistisse... Apesar de algo me dizer que ele nunca iria desistir, não até conseguir aquilo que queria.

 

Troquei um olhar com a minha noiva, ali deitada, frágil e o olhar dela pedia que eu tivesse cuidado, que não arriscasse demais...

 

Ele parou de rir de repente e voltou ao seu humor de enterro, depois, de rompante, disse:

 

-Tenham cuidado, vou estar em cada esquina, em cada sítio que vocês frequentam, e quando menos esperarem, quando se descuidarem... PUM – ao dizer a última palavra juntou as mãos, deixando os dois dedos indicadores esticados e soprou, a teatralizar um tiro. Íamos morrer, por mais que eu quisesse que corresse tudo bem eu sabia que íamos morrer.

 

Ele virou as costas e desapareceu depois de bater com a porta, o que provavelmente enfureceu algumas enfermeiras tendo em conta os gritos que se fizeram ouvir em seguida. Mal a porta se fechou a Kristen irrompeu em lágrimas, lágrimas que não paravam de escorrer. Eu abracei-a, com firmeza, de maneira a fazê-la sentir-se mais segura, como se isso fosse mudar a situação em que estávamos. Passei a noite em claro, não conseguia parar de pensar no que se tinha passado. Ela precisou de medicamentos para adormecer, tudo isto deixou-a muito agitada, mas agora estava ali silenciosa a dormir.

 

No dia seguinte, quando fui lavar a cara, percebi que tinha adquirido o look “zombie”, tinha umas olheiras de quem não dormia há meses e estava com uma cor pouco saudável... Quando a Kristen acordou deu-se conta disso e começou com aquela lenga-lenga que costumamos ouvir das nossas mães:

 

-Amor, tens andado a dormir pouco! E tens a certeza que andas a comer? Aposto que não tens levado o casaco para o trabalho... – a voz dela parecia preocupada e a única coisa que podia fazer para a acalmar era dar-lhe um abraço, mas depois percebi que não foi boa ideia...

 

-Estás a arder em febre! Enfermeira!!!! – gritou ela, e depois tudo ficou negro.

 




Tatjiânna @ 03:14

Sab, 02/01/10

O meu nome é Joseph, mas acho que todos sabem isso. Todos sabem que eu e os meus irmãos temos uma banda, todos sabem as nossas idades, locais de nascimento e todas as datas dos concertos, mas ninguém sabe o que realmente vivemos, ninguém se lembra do facto de nós também sofrermos.

Mas acho que tudo o que sofremos antes não se compara ao que se passou ontem, nada doeu desta maneira, nada nos fez ver a vida a preto e branco, mas ontem um de nós foi-se. Um segundo estava lá, outro já não e tudo o que a nossa família pôde fazer foi chorar e fazer o luto. Vamos ter de dizer às fãs que a banda acabou, que tudo acabou e que nunca mais vão ouvir falar de nós, vamos ser só memórias na cabeça delas.

Ainda não me sai da cabeça a imagem do último suspiro dele, do último pestanejar, da última palavra. Foi como um filme, um filme que faz chorar até os mais durões. Ele estava deitado numa cama de hospital, parecia um mar de branco: as paredes eram brancas, os lençóis eram de um branco tão limpo que até fazia inveja às donas de casa, as mesinhas e cadeiras eram brancas... A única coisa que contrastava eram 5 pessoas ao lado da cama a chorar por uma 6ª pessoa que jazia por baixo dos lençóis.

Foi uma morte calma, de certa forma bonita e sei que ele não sentiu dores, mas isso não me conforta. Perdi o meu melhor amigo, o meu maior conselheiro, o meu irmão Nick. E as últimas palavras dele foram: “Joe, nunca te esqueças dos nossos sonhos”. Ele não disse isso para todos, foi só para mim, e eu soube naquele segundo que queria dizer algo, soube que ele tinha deixado algo escondido por aí, só para eu encontrar, ele sabia que ia morrer e deixou-me uma mensagem!

Chegámos a casa e largámos as coisas, o meu pai ia ficar no hospital a tratar daquelas burocracias horrendas que nos fazem pensar ainda mais na perda. Era simplesmente insensível fazer com que um pai vá a um estúpido escritório assinar um papel para provar que o seu filho está morto, frio e imóvel, para sempre.

Quando entrei no meu quarto, desabei totalmente, foi como se ainda não me tivesse apercebido do que se tinha passado, mas agora, voltar para casa sem o meu Nick fez com que uma onda de dor me atingisse. Atirei-me para o chão e lá dormi. Acordei 2 horas depois com umas dores horríveis nas costas, mas mesmo assim nada doía como o buraco que tinha no coração. Então lembrei-me daquilo que ele tinha dito e comecei à procura, procurei e procurei, mas não havia ali nada para encontrar, a casa não escondia nada, estava completamente igual, mas sem ele. Mesmo assim, ao pequeno almoço, tentei falar com a minha mãe e perguntar se ela tinha visto algo fora do normal, mas ela disse-me que eu estava louco e que estava apenas em fase de rejeição, depois saiu da cozinha a chorar. Senti-me tão culpado que nunca mais toquei no assunto, estava na hora de deixá-lo ir, provavelmente aquilo não queria dizer nada e eu só estava a fazer filmes. Assim, esta noite, vou enterrar o Nick, para sempre.


 

 

10 anos mais tarde.


Hoje faço 30 anos. Esta manhã fiquei bastante surpreso quando cheguei à caixa do correio, a caixa estava completamente atafulhada de cartas e ainda havia sacos e embrulhos no chão. As fãs tinham-se lembrado do meu aniversário, foi algo completamente inesperado! A única pessoa que sempre me escreveu foi uma rapariga chamada Leonor, ela vivia em Portugal mas nunca se esqueceu de nós. Agora ela era casada e eu também e tornámo-nos grandes amigos, ela veio visitar-me há dois anos e eu fui lá o ano passado por isso estávamos cada vez mais chegados. Depois de todas as cartas havia uma que me deixou um tanto ou quanto intrigado...


 

 

Olá, há séculos que não te vejo! E que tal se fosses ter à pista de aviões? Tenho uma surpresa para ti. Sempre juntos, sempre irmãos.


Pensei que talvez fosse um colega de faculdade ou assim, mas depois lembrei-me, eu e o Nick sempre tínhamos tido o sonho de andar naqueles balões de ar quente, talvez fosse essa a surpresa, ou talvez esteja a imaginar demais outra vez. De qualquer forma não tinha nada a perder, então agarrei no carro e pus-me a caminho.

Quando lá cheguei, estava um senhor muito bem apresentado à minha espera. Fez a gentileza de me arrumar o casaco e de me levar a uma área restrita do aeroporto. Muito educado, colocou a mão no meu ombro e disse:

-Esperava que tivesse percebido antes, mas realmente o seu irmão disse que por vezes não se lembrava do essencial, é um pouco distraído, não é verdade? Por isso, assim como o seu irmão pediu enviei-lhe esta carta e finalmente tenho a oportunidade de o conhecer, Sr. Jonas.

Devia estar com cara de parvo a olhar para ele, foi muita informação num segundo só, afinal eu tinha razão, o Nick tinha-me deixado algo e isso estava relacionado com os balões de ar quente.

Caminhei por um corredor aparentemente sem fim e passado algum tempo virámos à direita, muito ao longe via-se uma porta de vidro. O meu coração estava mais acelerado do que nunca e não sabia ao certo o que esperar daquilo. Quando finalmente fui conduzido para fora do edifício, não pude evitar chorar, era mais bonito do que tudo o que me haviam feito, todo o balão era revestido com fotografias nossas ampliadas e lá dentro estava algo que pensei nunca mais voltar a ver, estava ali, novinho em folha, o nosso primeiro balão de madeira. Tinha-o feito com o Nick quando ele tinha uns 3 anos de idade e voltar a ver aquilo fez-me lembrar de como éramos felizes e de como tudo era fácil... No cestinho do nosso balão artesanal estava um envelopezinho, que trazia uma carta, que dizia:


 

 

Não te esqueças dos nossos sonhos, sei que precisas de ser livre... Por isso força, larga tudo e voa pelo mundo, hei-de estar sempre contigo. Amo-te irmão, não te esqueças de nós.


 

 

60 anos mais tarde.


E a verdade é que nunca me esqueci, mas algo ficou por resolver: porque é que o Nick morreu? Não terei a resposta, mas chegou a minha vez de partir para a luz também. E sei que graças áquele rapaz de caracóis, vivi a aventura da minha vida e recuperei o sorriso que perdera quando ele se fora. Mas agora iremos estar juntos outra vez. Sempre juntos, sempre irmãos.